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Colonização

A região de Santa Fé encontrava-se nos planos de concessões do Governo do Paraná muito antes de 1948, quando, em 1928, o engenheiro civil Antônio Alves de Almeida foi encarregado de construir uma estrada de rodagem. No final de 1928 quarenta dos setenta quilômetros que ligavam Porto Afonso Camargo, na margem esquerda do rio Paranapanema, à cachoeira Santa Fé, no rio Bandeirantes do Norte, já estavam prontos.

Em 24 de abril de 1941, o governo do Estado concedeu ao senhor José César de Millo Sampaio cerca de cinqüenta e sete mil metros quadrados em um lote na região de Santa Fé, sob o título de compra de terras devolutas, constando como lote de número 14. Em maio de 1945, o senhor Urbano Lunardelli, proprietário agrícola residente em Londrina, comprou estas terras de Sampaio. A gleba em questão constava oficialmente como núcleo Santa Fé.

Em 1948 Luiz Zapparolli adquiriu um lote de terras com 202,35 alqueires paulistas, equivalentes a 489,68 hectares, na Gleba Núcleo Santa Fé, distrito do município de Arapongas e comarca de Apucarana. Essa gleba fazia parte do lote n.º 14, desmembrado da colônia Nova Bahia, distrito de Rolândia. O senhor Zapparolli decidiu nesse ano montar uma serraria na região, com vistas a fornecer madeira a diversas localidades. Decidiu também instalar uma imobiliária para efetuar a venda de terrenos e assim formar uma cidade. Para essa empreita convidou seu cunhado, Lupércio Carezzato, e um amigo, Militão Bento França, que logo compraram a empresa de vendas de lotes de Zapparolli, passando a ditar os rumos da ocupação da cidade. Segundo dados do filme, em 1949 já haviam adquirido pouco mais de mil alqueires para lotear. Alocaram a imobiliária no segundo andar do edifício Vânia, sala 14, prédio de número 605 da Avenida Paraná, na cidade de Londrina.

Os novos donos da imobiliária, atentos aos hábitos de lazer da época, perceberam grandes possibilidades de lucros na venda de lotes por meio da exibição de filme propagandístico em cinemas de diferentes cidades. Exibindo tais imagens cinematográficas poderiam atrair investidores para o local, alavancando seu crescimento. Assim, contrataram a empresa Rossi Filmes, também alocada na cidade de Londrina, para que registrasse os flagrantes do desbravamento da cidade a partir de 1949, seus planos de crescimento, as melhorias, e também os eventos realizados até o ano de 1950. A ênfase do filme centrou-se, no entanto, na fertilidade do solo local, na “bênção divina” que representava e nos aspectos relativos a um futuro promissor. Além do filme, segundo relatos do próprio senhor Lupércio Carezzato, confeccionaram um “luminoso” com as seguintes informações: “Santa Fé – venda de datas e lotes – interessados procurar a Imobiliária Santa Fé”. Colocaram esse luminoso no alto da edificação que abrigava as Casas Buri, em Londrina, um estabelecimento comercial daquela época. Não obstante, o meio mais eficaz de atrair compradores de lotes para aquela região ainda concentrava-se no trabalho dos corretores de terras. A Imobiliária Santa Fé possuía vários deles espalhados, principalmente, pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Eles procuravam convencer potenciais compradores por meio de fotografias e da exibição da referida película, que exercia grande fascínio sobre pessoas que buscavam melhores condições de vida.

Depoimentos orais de compradores atestam a importância dos corretores, que operavam munidos de fotografias da localidade e do filme Cidade Santa Fé. Segundo a senhora Tereza de Jesus Fernandes, os corretores de terras Manoel Fernandes (seu esposo) e Sidynei Bueta conseguiram realizar várias vendas no Estado de São Paulo, na década de 1950, por meio desse expediente.

Em 1948, surgiu o patrimônio de Santa Fé no dia 28 de maio. A primeira missa foi celebrada em 23 de julho de 1950, pelo padre José Schrek. 

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